Uma Mulher, Uma
Arma e Uma Loja de Macarrão (San Qiang Pai an Jing Qi, China/Hong Kong, 2009)
Dir: Zhang Yimou
Dir: Zhang Yimou

Nada
contra a brincadeira que nunca desmerece o filme dos Coen, mesmo com todo o seu
colorido berrante kitsch, a
expansividade dos gestos dos atores e o absurdo de algumas situações
que o filme não faz questão de levar tão à sério. Mas Yimou demonstra aqui
pouco tino para a comédia, ele que se notabilizou por grandes dramas, sendo Lanternas Vermelhas a maior e mais bem
sucedida das referências. O filme parece ensaiar muita coisa junta em um único
produto e a sensação final é de mistura que só desanda.
A Árvore do Amor (Shan Zha Shu
Zhi Lian, China, 2010)
Dir:
Zhang Yimou

Yimou
apresenta aqui seu lado mais sutil e romântico ao filmar essa história sempre
com sensibilidade, seja no cuidado com que faz aproximar, aos poucos, os dois
jovens, seja na singela música que toca pontualmente na narrativa ou nos fades que demonstram a passagem do
tempo, nunca bruscamente. Outra qualidade da história é que as situações mudam
constantemente, e será sempre uma surpresa o que os próximos atos nos guarda. Mesmo
quando a situação fica mais dramática e complicada para os personagens, o tom
não se torna pesado, embora se mostre evidentemente mais emocional. É nessa
chave de melodrama sutil e sincero que Yimou se sai melhor, um respiro de grande
amor em seus últimos filmes.
Flores do
Oriente
(Jin Líng Shí San Chai, China/Hong
Kong, 2011)
Dir: Zhang Yimou
Dir: Zhang Yimou

Esse
tipo de história parece bastante perigosa para um cineasta como Yimou porque os
horrores da guerra, por si só, já são suficientes para chocar e causar comoção no
público. Mas o diretor vai além em busca de nuances mais emotivas (coisa que
ele faz com bem mais sutileza nos belos A
Árvore do Amor ou Um Longo Caminho).
Se aqui esse tom nem é tão exagerado, ainda assim enfraquece a narrativa porque
soa como pedido de pena por aquela situação. O grafismo da violência é outra
tentativa de chocar e mostrar o quanto uma guerra é sangrenta e cruel, e não há
nenhuma novidade nisso. Dessa vez o drama trazido por Yimou fica no meio do
caminho, deixando talvez uma grande cena que é o plano-sequência, talvez deslocado, em que duas
garotas são perseguidas por soldados inimigos. Um tipo de ousadia que pouco se
vê durante o longa.
3 comentários:
Gosto de Yimou. Diretor sensível e de grande acuidade estética. Dos três citados, vi FLORES DO ORIENTE. Ele já teve momentos melhores.
O Falcão Maltês
Quero muito assistir "A Árvore do Amor"! Quem viu, gostou.
Antonio, é essa sensibilidade do Yimou que às vezes descamba para um sentimentalismo bobo e exagerado, coisa perceptível nesse Flores do Oriente, mas bem sutil - e por isso mais intenso - no singelo A Árvore do Amor.
Olá 366filmes, grato pela visita, apareça mais vezes. Só não sei o seu nome ainda...
Então Stella, é um dos melhores filmes do diretor nos últimos anos, singelo e melancólico.
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