domingo, 13 de janeiro de 2008

Gente quase de mentira

Aproveitando a deixa do lançamento de A Lenda de Beowulf nos cinemas, resolvi ver também O Expresso Polar, já que ambos são criação do mesmo Robert Zemeckis e sendo este último filme sua primeira incursão na animação (ele dirigiu anteriormente Uma Cilada para Roger Rabbit, mas não era totalmente uma animação). Ele só não se absteve de trabalhar com atores de carne e osso, pois suas animações são em motion capture, que, utilizando atores de verdade, têm seus movimentos captados por sensores e mais tarde digitalizados. Ambos os filmes me agradaram muito, cada qual a sua maneira e proposta. O primeiro aposta mais no público infanto-juvenil enquanto o lançamento tem censura prévia.


A Lenda de Beowulf (Beowulf, EUA, 2007)


Cabeças cortadas, sangue jorrando e piadas maliciosas são o que não faltam nessa segunda incursão do Zemeckis no campo da animação. Com uma atmosfera mais carregada e violenta, o filme conta a saga do guerreiro Beowulf que, chegando num reino da Dinamarca, precisa eliminar o demônio Grendel que aterroriza o local. Mas a história ainda aguarda surpresas em sua trama, fugindo do lugar comum e mantendo o interesse do espectador. E é aqui que o filme nos surpreende, pois seu protagonista é um anti-herói, prepotente e arrogante. Na realidade, todos os personagens, com exceção das figuras femininas, possuem uma personalidade um tanto “errônea”. O que torna a trama mais interessante, principalmente pelos nomes de peso no elenco como Anthony Hopkins e Angelina Jolie (embora não sejam os atores principais). Fugindo da inocência e dos dramas que geralmente compõe, Zemeckis cria cenas de pura brutalidade, reforçadas pelo apuro estético de seus belos planos e enquadramentos.


O Expresso Polar (The Polar Express, EUA, 2004)


Filmes que se passam na época natalina trazem geralmente lições de moral ou coisa do tipo, gênero ao qual O Expresso Polar pertence. Mas aqui, as reflexões são muito mais pessoais e a partir do ponto de vista de um garotinho e suas divagações solitárias acerca da importância de acreditar, principalmente, na força da imaginação; mas sem nunca soarem óbvias e muito menos mastigadas para o espectador. Poderia parecer lugar comum caso o diretor não enfatizasse tanto esse aspecto, se importando mais com a ação, embora as criancinhas possam não entender direito o fim da história. Toda a aventura a bordo do expresso que leva as crianças ao Pólo Norte no dia de Natal para conhecer o Papai Noel pode ser vista como uma simples, e agradável, viagem pelos trilhos de nossa mente. E é preciso citar aqui os belos planos e enquadramentos utilizados pelo diretor que, além de conferir dinamismo ao filme, foge um pouco das animações quadradas atuais.

12 comentários:

Felipe Nobrega disse...

Na compração acho que Expresso Polar perde muito para "A Lenda..." até mesmo pela captação das imagens, bem mais aprimoradas e pelo roteiro, pela história mesmo. O cinema cada vez mais avança para esse tipo de proposta? as vezes me pergunto se isso é um avanço ou um retrocesso? sei lá... é uma longa discussão...abraços

Leonardo Pereira disse...

Opa Rafael. Primeira passada minha aqui no teu blog. SOu do Diário de Dois Cinéfilos e nesse meu retorno a net to dando uma passada nos blogs da SBBC.

Parabens pelo teu blog.. gostei muito viu? Caprichado!

E gostei do post também. Adorei os dois filmes do Zemeckis, mas confesso que tenho uma queda especial pelo Expresso Polar. Esse filme é literalmente fabuloso. Altamente caprichado! Roteiro excelente, montagem belíssima, qualidade de som, nem se comenta.
Direção muuito boa.
Em termos de história o Expresso Polar supera o Beowulf, mas em termos técnicos os dois são idênticos.

Virei frequentemente aqui no blog. Abraço!

Ahh, lá no blog ta tendo uma premiação dos melhores do ano, se puder dar uma conferida agradeço.

Leonardo Pereira disse...

Ahh esqueci de perguntar.
Posso te linkar la no meu blog?

Abraço!!

Alex disse...

Rafael, adorei "O Expresso Polar" e detestei "A Lenda de Beowulf". Neste segundo, aguardava uma técnica ainda mais impressionante vista em "O Expresso", mas parece que vemos esboço de boas idéias durante todo o filme.

Victor Nassar disse...

"O Expresso Polar" é um grande filme! Fosse "real" acho que ganharia mais "credibilidade" e seria uma das grandes fábulas natalinas dos últimos tempos.
"A Lenda.." eu ainda não tive coragem pra assistir...

Abs!

Gustavo H.R. disse...

Zemeckis tem se dedicado a explorar a fundo esse método de criação de filmes. Não assisti a nenhum dos dois ainda, mas pelo pouco que vi os modelos pareciam ainda artificiais demais, frios, com olhar sem vida.
Porém, Zemeckis é um cineasta de conteúdo e ambas as produções parecem não falhar nesse quesito, como pode se depreender de seus textos. Talvez algum dia eu também os veja!

Cumps.

Rodrigo Fernandes disse...

os recursos que os caras dispoem são incriveis...e Robert Zemeckis mostrou que sabe manipualr tasi recursos, mas achei desnecessario usar esse tipo de recurso no filme "a lenda...", acho que seria muito melhor ter usado na forma convencional, com atores reais... pois vc acaba não tendo nenhum envolvimento com as cenas, os personagen, enfim, eu nem tava torcendo ou odiando o personagem do Beowful que mais aprecia um spartano...
enquanto a qualidade de captura a lenda é mlehor, mas o expresso polar consegue atingir mais o publico que o assisti.

Rafael Carvalho disse...

Felipe tem razão, essa discussão acerca do cinema digital, se ele vai ser o cinema do futura é bastante polêmica. Será que os atores de cinema vão servir somente como modelos? Acho difícil, mas quem sabe o que nos reserva o futuro?

E parece que o Expresso Polar agradou mais que Bewoulf. Também acredito que em termos de história o primeiro seja um pouco melhor, mas tecnicamente ambos estão no mesmo nível. E como o Gustavo disse, as expressões dos personagens não dizem muita coisa.

Que bom que você gostou do blog, Leonardo, pode ficar a vontade para linkar ele. Vou linkar o seu também. Volte sempre.

Abraço a todos!!!

Anônimo disse...

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